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A oitava edição do Aeroespace & Defense Meetings – ADM Sevilla 2026 reforça a tendência de expansão da área de defesa no sul da Espanha, consolidando a região como um eixo relevante dentro do conglomerado industrial do país.
ADM Sevilla 2026 e o fortalecimento do Corredor Sul
O ADM Sevilla já se posiciona como o principal encontro B2B na Espanha quando o tema é a cadeia de suprimentos aeroespacial e de defesa. A realização do evento entre 19 e 21 de maio, no Palácio de Exposições e Congressos (Fibes), ratifica a projeção da Andaluzia como um dos nós estruturantes da Base Industrial e Tecnológica de Defesa (BITD), evidenciando forte capacidade de atrair investimentos para a região.
O balanço desta edição registrou mais de 330 empresas participantes, cerca de 1.500 profissionais, presença de 30 países, 415 empresas e aproximadamente 9.000 reuniões B2B. Entre os marcos citados, destacaram-se o anúncio do novo centro de conversão do A330 MRTT em Sevilha e a formalização pública do contrato previamente anunciado entre Sofitec e Turkish Aerospace Industries.
O ADM também deixou mais claro o potencial concreto do chamado “corredor sul” da indústria de defesa espanhola: um eixo industrial, logístico e tecnológico que interliga Sevilha, Cádiz, Córdoba, Málaga, Jaén e outros polos andaluzes, reunindo capacidades complementares.
BITD, corredores industriais e o Corredor da Prata
A BITD está estruturada em três grandes corredores industriais – Norte, Centro Mediterrâneo e Sul – que funcionam como redes capilares, disseminando pelo território espanhol os benefícios dos investimentos em defesa. Como aponta o recente Relatório Anual de Segurança Nacional 2025, esses corredores permitem que empresas de diferentes regiões “se integrem na cadeia de suprimentos do setor”, ajudando a fortalecer as economias locais e a criar empregos de alta qualificação.
Ao mesmo tempo em que se discute a ampliação dos corredores existentes, há esforço para abrir novos eixos industriais de defesa, com a finalidade de estender ainda mais essas redes capilares pelo território espanhol. Nesse sentido, o Departamento de Segurança Nacional indica a necessidade de constituir o Corredor da Prata como o quarto eixo nacional.
De forma específica, o Corredor Sul reúne aproximadamente 163 unidades produtivas, movimenta mais de 3.400 milhões de euros em atividade e emprega mais de 7.000 pessoas.
A Junta de Andalucía já vinha posicionando a comunidade como ponto de convergência entre o corredor do Sul e a Rota da Prata, ressaltando o peso dos polos naval e aeroespacial de Cádiz e Sevilha, respectivamente, a futura Base Logística do Exército de Terra em Córdoba, a presença de bases e unidades militares em Rota, Morón e Tablada, além de um tecido empresarial que inclui atores relevantes como Airbus, Navantia, GDELS – Santa Bárbara Sistemas, Aertec, Escribano, Iturro e Mades, entre outros.
Setor aeroespacial andaluz: números de 2024
Segundo os dados mais recentes da Junta, referentes a 2024, o setor aeroespacial andaluz confirmou seu peso estratégico com 247 empresas no total, das quais 105 fazem parte do cluster Andalucía Aerospace.
O relatório setorial elaborado pela Junta descreve uma indústria em expansão, tanto em qualidade quanto em volume: o emprego direto chegou a 15.496 postos de trabalho, 7,3% acima de 2023; o faturamento atingiu 2.914 milhões de euros, com alta anual de 6,8%; e as exportações totalizaram 2.811 milhões, o que representa um crescimento expressivo de 34% em relação ao ano anterior. Em conjunto, esses indicadores confirmam a Andaluzia e o Corredor Sul como um dos polos aeroespaciais mais dinâmicos da Espanha, reforçando também sua projeção industrial.
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