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FAA imobiliza 167 aviões McDonnell Douglas MD-11 após crash da UPS

Dois técnicos em colete de segurança fazem inspeção em avião branco dentro de hangar.

Nos Estados Unidos, as autoridades decidiram tirar de operação 167 aeronaves depois de um acidente fatal.

Imobilização dos cargueiros McDonnell Douglas MD-11 após o acidente

Após a queda de um avião McDonnell operado pela UPS, que deixou 14 mortos no início de novembro em Louisville, o regulador norte-americano (FAA) determinou a imobilização de todos os cargueiros McDonnell Douglas MD-11. Trata-se de um modelo que ainda tem presença relevante no transporte aéreo de cargas no país.

Segundo a Bloomberg, a UPS mantinha 26 MD-11, o que representava 9 % da sua frota. A FedEx, por sua vez, opera 28 MD-11, equivalentes a 4 % da frota. No total, 167 aviões (incluindo modelos semelhantes ao MD-11) foram mantidos no chão para inspeção, informou a agência.

Inspeções “invasivas” e retorno sem prazo definido

Infelizmente, a solução pode não ser rápida. De acordo com uma reportagem da BFMTV, um documento vazado no LinkedIn aponta que a Boeing (atual proprietária da McDonnell Douglas) teria comunicado à Western Global Airlines, outra empresa de carga, que serão necessárias inspeções invasivas e, ainda, reparos ou substituição de componentes.

Em outras palavras, esses aviões podem permanecer fora de operação por tempo indeterminado.

Efeito esperado nas entregas de Natal

Ainda assim, a paralisação não deve comprometer a disponibilidade de produtos para o Natal nos Estados Unidos, segundo Satish Jindel, presidente da ShipMatrix, empresa especializada em dados logísticos, citado pela Bloomberg. “O público não deveria ter com o que se preocupar”, afirmou, porque os varejistas já formaram seus estoques.

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