Há pouco tempo, a própria Volkswagen colocava em dúvida a continuidade da sigla GTX. De repente, o cenário mudou - e as opções com esse emblema praticamente dobraram.
Além do ID.3 GTX, a marca revelou ao mesmo tempo o ID.7 GTX Tourer. E a movimentação não parou aí: os já conhecidos ID.4 GTX e ID.5 GTX também passaram por atualização, recebendo mais 41 cv.
Com isso, a linha ID. ganha uma dose bem-vinda de apelo esportivo e desempenho. Ainda assim, é o ID.3 GTX que mais chama atenção. Em primeiro lugar, porque parece ser a primeira investida realmente consistente da Volkswagen para oferecer uma alternativa 100% elétrica ao eterno Golf GTI - e essa comparação será inevitável.
Em segundo, porque mesmo com mais potência e torque, o ID.3 GTX segue fiel à tração traseira - já dá para sentir o cheiro de borracha queimada -, ao contrário de outros compactos elétricos ainda mais fortes que, em geral, só são vendidos com tração integral.
Até 326 cv para o primeiro hot hatch 100% elétrico da Volkswagen
Para completar, a Volkswagen oferece duas versões: ID.3 GTX e ID.3 GTX Performance, sendo que a segunda «carrega» na potência e adiciona mais sofisticação ao conjunto de chassi.
O ID.3 GTX adota o mais novo motor elétrico APP550 da Volkswagen, o mesmo que estreou no ID.7. Na prática, isso significa 210 kW (286 cv) e 545 Nm - um avanço grande frente aos 150 kW (204 cv) e 310 Nm dos demais ID.3.
Já o ID.3 GTX Performance eleva o patamar: a potência sobe para 240 kW (326 cv), mantendo os mesmos 545 Nm. Se esses dados soam conhecidos, é porque batem com os números divulgados pelo «primo» CUPRA Born VZ há poucas semanas.
Com essa reserva de força, o ID.3 GTX mais potente faz o tradicional 0-100 km/h em apenas 5,6s. Isso o coloca como o Volkswagen elétrico mais rápido de sempre nesse tipo de medição. A velocidade máxima ainda não foi informada, mas, considerando os 200 km/h (limitados) do Born VZ, é razoável supor que o valor seja semelhante.
Tração traseira e acertos de chassi no ID.3 GTX
Potência sem domínio não resolve - como dizia o velho anúncio da Pirelli -, e é por isso que o ID.3 GTX Performance já traz de fábrica a suspensão adaptativa DCC, a mesma tecnologia vista no Golf GTI.
Ainda assim, as duas configurações do ID.3 GTX passaram por uma série de evoluções no chassi e também na direção, com foco em aumentar o controle e deixar as respostas mais precisas.
Bateria, capacidade e autonomia
A bateria também ficou um pouco maior do que a dos outros ID.3: agora são 79 kWh úteis, em vez de 77 kWh. A autonomia declarada chega a até 600 km.
Quando chega?
Além da proposta mais voltada à performance, a Volkswagen deu ao ID.3 GTX um visual mais esportivo. Isso começa pelas assinaturas luminosas exclusivas na dianteira e na traseira e segue pelas rodas Skagen de 20″ (de série). Há ainda detalhes em preto com acabamento brilhante, incluindo as saias laterais e o difusor traseiro.
Por dentro, o destaque fica por conta dos bancos esportivos (que podem ser em tecido ou couro), com costuras em vermelho - detalhe que também aparece no volante.
Por enquanto, a Volkswagen não divulgou nem a data de início das vendas do novo Volkswagen ID.3 GTX, nem os preços.
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