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Donald Trump ameaça elevar tarifas da União Europeia para 25% sobre carros e caminhões até 4 de julho

Picape vermelha Tariff 25 exibida em ambiente interno com rodas pretas e detalhes modernos.

A ameaça não é de hoje. No começo deste mês, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA), voltou a falar em elevar para 25% as tarifas sobre todos os carros e caminhões importados da União Europeia (UE). Depois de, no fim da semana passada, as negociações com Bruxelas terem fracassado mais uma vez, o governo norte-americano estabeleceu um novo prazo para a alta: 4 de julho.

“\“Tive uma ótima conversa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A União Europeia prometeu que cumpriria a sua parte do acordo e, conforme estipulado, reduziria as suas tarifas para zero! Concordei em dar até ao 250.º aniversário do nosso país (4 de julho) ou, infelizmente, as tarifas vão subir imediatamente para níveis muito mais altos\””, disse Trump em uma publicação na rede Truth Social.

Vale lembrar que, desde julho do ano passado, está em vigor um acordo comercial provisório que fixa em 15% as tarifas sobre automóveis vindos da Europa. O entendimento não se limita a carros: ele também cobre, de modo geral, os bens europeus importados pelos norte-americanos.

Em contrapartida, Bruxelas precisa apresentar formalmente uma proposta legislativa para eliminar as tarifas sobre produtos industriais dos EUA e garantir acesso preferencial ao mercado europeu para uma ampla variedade de frutos do mar e produtos agrícolas norte-americanos.

Além disso, o bloco assumiu o compromisso de comprar US$ 750 bilhões (€ 637,1 bilhões ao câmbio atual) em produtos energéticos dos EUA, investir US$ 600 bilhões (€ 509,7 bilhões) e abrir os mercados europeus ao comércio sem cobrança de tarifas.

Um acordo atribulado

Colocar o acordo comercial em prática tem sido tudo, menos simples. A implementação foi suspensa pela primeira vez em janeiro, depois de Trump ameaçar anexar a Groenlândia, e voltou a ser interrompida mais adiante por disputas envolvendo aço e alumínio, cujas tarifas de importação podem chegar a 50%.

No lado europeu, o Parlamento Europeu cobra garantias mais robustas antes de aprovar qualquer texto: uma cláusula para suspender o acordo em caso de descumprimento por parte dos EUA, mecanismos de retaliação tarifária e o encerramento automático das concessões europeias a partir de 31 de março de 2028.

Ainda assim, segundo um diplomata europeu, os governos dos Estados-membros demonstram pouca disposição política para incluir essas medidas.

O que esperar?

Com mais essa rodada de negociações sem sucesso, a expectativa agora recai sobre a próxima etapa de conversas, marcada para 19 de maio, para entender quais serão os próximos movimentos. De acordo com o presidente norte-americano, a UE tem até 4 de julho para cumprir a sua parte do acordo.

“\“Mantemos o nosso compromisso, de ambas as partes, com a implementação do acordo provisório. Estamos a progredir significativamente em direção à redução das tarifas até ao início de julho\””, escreveu von der Leyen em uma publicação na rede social X.

Tarifas ilegais

Recentemente, três juízes do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA consideraram ilegais as tarifas globais de 10% impostas em fevereiro por Donald Trump - com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 -, impedindo o governo de aplicar as tarifas contra as duas empresas que entraram com a ação.

A decisão veio depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter considerado ilegais as tarifas adicionais impostas pelo presidente Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).


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