A Amazon apresentou o Proteus, um robô de armazém capaz de entender linguagem natural e de receber tarefas como se fosse um colega de trabalho. A empresa prevê o início da implantação na Europa já em 2027.
Investimento de mais de 10 bilhões de euros e 25.000 novas vagas
No evento “Delivering the Future”, realizado na região leste de Londres, a Amazon anunciou em 4 de junho um investimento robusto de mais de 10 bilhões de euros em seus centros de distribuição europeus. Além disso, a companhia afirma que vai criar 25.000 postos de trabalho adicionais nos próximos anos.
A ocasião também serviu para detalhar a expansão de diversas tecnologias de robótica no continente, com destaque para a nova geração do robô Proteus, prevista para chegar no primeiro semestre de 2027.
Robôs ganham espaço nos armazéns europeus
A evolução é grande em relação ao modelo anterior. Hoje, a versão em operação - presente em 25 centros de distribuição nos Estados Unidos - fica restrita às áreas de doca e basicamente movimenta carrinhos que podem pesar até 400 quilogramas.
Já o novo Proteus foi projetado para atuar em praticamente todo o armazém: desde a chegada de contêineres, passando pelos trajetos entre postos de trabalho, até o apoio às equipes de entrega. Na prática, ele assume as tarefas mais pesadas e os deslocamentos mais longos, para que os funcionários foquem em atividades de maior valor agregado.
Proteus: linguagem natural e tarefas delegadas como a um colega
O principal salto desta versão atualizada é a compreensão de linguagem natural. “Os funcionários podem delegar tarefas a ele como fariam com um colega”, afirma a Amazon no comunicado.
Com isso, deixam de ser necessárias interfaces técnicas ou comandos de programação: “Você diz o que precisa ser feito. Ele define a prioridade, a rota, o momento certo. Ele vira seu assistente para o deslocamento de mercadorias”, explica Scott Dresser, vice-presidente da Amazon Robotics.
STARK e Vulcan também entram em escala maior
Outras duas máquinas devem ampliar sua presença. O STARK, um robô colaborativo voltado à manipulação de caixas, já foi testado em Barcelona. E o Vulcan, descrito como o primeiro robô da Amazon com senso de tato, já está em atividade em Hamburgo. “A Europa está no centro da construção das nossas operações de amanhã. O investimento que fazemos aqui, os talentos que desenvolvemos aqui, a tecnologia que implantamos aqui - é aqui que se escreve o próximo capítulo da inovação operacional”, conclui Scott Dresser.
E, embora seja natural levantar dúvidas sobre o impacto desse tipo de dispositivo no emprego no longo prazo, a Amazon tenta tranquilizar ao lembrar que contratou centenas de milhares de pessoas no mundo todo, ao mesmo tempo em que a automação abriu novas categorias de funções.
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