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Do Stance ao Overlanding: a nova onda de modificações em 2023

Carro SUV verde com acessórios de aventura estacionado em garagem com vista para o mar.

Talvez eu tenha forçado um pouco a barra no título. O Stance - conhecido pelos carros rebaixados e pela personalização geral das carrocerias - está bem longe de ter acabado.

Stance no Brasil e em Portugal: paixão que resiste

Mesmo com a legislação portuguesa pegando pesado com o gosto pessoal dos proprietários - punindo até alterações discretas - o movimento continuou crescendo e, de algum jeito, segue sobrevivendo a inspeções, rolês e aos buracos das nossas estradas. Isso fala muito sobre a relação dos portugueses com o carro.

“Não é um estilo, é um modo de vida”, disse-me há alguns anos um praticante fiel do Stance, enquanto admirava a «postura» do seu Golf IV. Eu levo essa frase a sério, até porque, de fato, é preciso ter muita determinação para curtir e mexer em carros em Portugal.

Depois de muitos anos dominando o cenário das modificações, dá a sensação de que o Stance vem abrindo espaço para uma tendência completamente oposta.

No lugar de carros colados no chão e pneus de perfil baixo, começam a aparecer projetos construídos justamente na direção contrária: suspensões mais altas, pneus de perfil alto, proteções para uso fora de estrada e equipamentos para aguentar longe da civilização.

Por que o Overlanding deve crescer em 2023

Talvez depois de tantos anos em que o «maldito vírus» deixou pessoas em casa e carros parados na garagem, agora a vontade seja - mais do que nunca - de fuga, aventura e liberdade.

O Overlanding promete ganhar ainda mais força em 2023.

Pelo que dá para rastrear em movimentos espontâneos, é uma onda que começou na Austrália e virou referência em vários cantos do mundo.

O que é Overlanding (e o que ele não é)

Não confundam Overlanding com camping, off-road puro ou caravanismo. O Overlanding vai além disso, misturando um pouco de tudo o que acabei de citar.

A ideia é cair na estrada (e fora dela) contando principalmente com o próprio veículo. E, para isso, não é obrigatório hipotecar a casa e comprar o «todo o terreno» da moda, cheio dos acessórios mais caros. A essência não está aí. Tem mais a ver com explorar, descobrir e transformar o carro na nossa «nau» rumo ao desconhecido.

Dá para perceber que eu tenho planos ambiciosos para o meu Renault Twingo em 2023? Não riam. Pode acontecer.

Inspiração na Razão Automóvel e nos projetos

Aqui na Razão Automóvel, eu vivo sendo provocado pelo nosso fotógrafo, Thom V. Esveld, a embarcar nessas viagens com um grupo de «malucos» como ele - e eu gosto de acreditar “iguais” a mim.

Todas as fotos deste artigo são dele. O Mercedes-Benz W 123 também. E vamos deixar o nosso Mercedes-Benz 190 D fora da equação, ok?

Desde que comecei a cogitar isso com mais seriedade, minhas redes sociais fazem questão de me bombardear com imagens incríveis de gente que vive essa vertente da cultura automotiva.

Eu sei que nem tudo é um “mar de rosas”, mas isso também faz parte do pacote. As quebras, os furos, os atoleiros, os gastos inesperados, as modificações que parecem não ter fim… digam-me alguém que tenha começado um projeto - seja stance, track-day ou overlanding - e tenha chegado a um ponto em que disse: “pronto, já não há nada mais a fazer”. Isso simplesmente não existe…

E já que o assunto são veículos preparados para aventura, deem uma olhada em um Cayenne bem especial que apareceu no «Especial de Natal» da Razão Automóvel.

Seja qual for a sua «tribo», espero que vocês tenham um excelente 2023.

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