Depois do Smart #1, que marcou o começo de uma nova fase para a Smart, chegou a vez do Smart #3 - um “SUV cupê” do segmento C que aposta em um visual mais esportivo para “ir atrás” de um público diferente.
Enquanto o #1 se destaca pela proposta mais versátil, o novo #3 foca em linhas externas mais dinâmicas e em uma dirigibilidade mais “afiada”, algo que já tivemos a chance de confirmar em um primeiro contato ao volante deste modelo em Maiorca, na Espanha.
Fique de olho porque, em alguns dias, vamos publicar no canal de YouTube da Razão Automóvel o primeiro contato em vídeo com o Smart #3 - e logo na versão Brabus, com 315 kW (428 cv) de potência.
Na dianteira, há poucas (ou nenhuma) mudanças em relação ao #1. O destaque continua sendo o “nariz de tubarão”, como a Smart o define, dominando toda a seção frontal e integrando uma assinatura em LED posicionada na horizontal.
Visto de lado, chamam atenção o teto em estilo cupê - oito centímetros mais baixo do que o do Smart #1 - e as rodas, que aumentam uma polegada no #3: 19″ nas versões consideradas “convencionais” e 20″ na linha Brabus.
Falando em medidas, vale registrar que o #3 é cerca de 10 cm mais comprido do que o #1. Com 4,40 m de comprimento, ele passa a ser o maior Smart de todos os tempos.
Ainda assim, é na traseira que o #3 mais se distancia do seu “irmão” menor, graças à linha de teto bem mais caída, complementada por um pequeno spoiler.
Ambiente a bordo do #3
Por dentro, voltamos a encontrar vários elementos em comum com o Smart #1, que o Diogo Teixeira já avaliou em estradas de Portugal. Confira o vídeo:
É verdade que as saídas de ventilação centrais foram refeitas (no Smart #1 eram retangulares e, no #3, passam a ser circulares), que os bancos na versão Brabus agora trazem encosto de cabeça integrado e que o teto panorâmico (de proporções enormes) é item de série. No restante, o conjunto segue muito parecido.
O destaque vai para a grande tela multimídia central de 12,8″, que agora troca a raposa por uma chita como assistente pessoal (quem já explorou o sistema de infoentretenimento do Smart #1 vai entender…), para o painel de instrumentos digital de 9,2″ - bem estreito, mas fácil de ler - e para o sistema de projeção no para-brisa (HUD) de 10″, que é bastante nítido.
Voltando aos bancos, além de estarem instalados em uma posição mais baixa do que no #1, eles oferecem ajustes elétricos e aquecimento no pacote de série, passando a disponibilizar, como opcional, a função de resfriamento.
Gama de motorizações para o #3
No lançamento, o Smart #3 será oferecido com duas opções de motorização: uma com um motor elétrico de potência máxima de 200 kW (272 cv) e outra com dois motores elétricos (um em cada eixo), entregando 315 kW (428 cv) de potência máxima.
A segunda configuração fica restrita à versão Brabus, que traz números capazes de colocar muitos esportivos em xeque: 3,7s para acelerar de 0 a 100 km/h, embora a velocidade máxima seja de apenas 180 km/h.
Na alternativa menos potente, o Smart #3 declara a mesma velocidade máxima de 180 km/h, mas precisa de 5,8s para ir de 0 a 100 km/h.
Em comum, as duas versões usam uma bateria NCM de íons de lítio (níquel, cobalto e manganês) com 66 kWh de capacidade (60,8 kWh úteis). Com isso, o Smart #3 anuncia autonomia em ciclo combinado WLTP de até 455 km nas versões com apenas um motor elétrico e de até 415 km na variante Brabus.
Mais adiante, já depois do primeiro trimestre, a linha do Smart #3 vai ganhar uma opção com bateria LFP de íons de lítio (fosfato de ferro-lítio) de 49 kWh, com autonomia máxima (ciclo WLTP) de até 325 km e também com um único motor elétrico de 200 kW (272 cv) de potência máxima.
Quando a bateria chega ao fim, é importante saber que o Smart #3 com bateria de 66 kWh aceita recargas de até 150 kW em corrente contínua (DC) e de até 22 kW em corrente alternada (AC).
Já a versão com bateria LFP de 49 kWh declara recargas de até 130 kW em DC e de até 7,4 kW em AC.
Quanto vai custar?
Na fase inicial de comercialização, o Smart #3 será vendido em quatro linhas de equipamento: Pro+, Premium e 25th Anniversary Edition, além da Brabus, que ocupa o topo da gama.
Em Portugal, os preços começam em 42 950 euros para a versão Pro+ e em 50 450 euros para a variante Brabus. Em outras palavras, na comparação com o Smart #1 equivalente, o novo #3 é, em média, cerca de 1500 euros mais caro.
Mais tarde, como mencionamos acima, chega a versão Pro com bateria LFP de 49 kWh. No entanto, o preço ainda não foi divulgado.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário