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Renault Megane E-Tech 2026: nova bateria LFP de 67 kWh e Google Gemini

Carro elétrico Renault Megane E-Tech 2023 branco exposto em showroom moderno.

Nos últimos anos, vários modelos com décadas de tradição em motores a combustão passaram pela eletrificação - e o Renault Megane entrou nesse movimento. Em 2021, ele virou 100% elétrico e, no processo, deixou de lado a carroceria de sedã para adotar um formato de crossover.

Como diz o ditado, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". E, de fato, o Megane E-Tech estreou com um volume de vendas relevante. Só que, com a chegada de mais rivais e, principalmente, do Renault 5, esse desempenho encolheu e, em 2025, as vendas ficaram em torno de metade.

Para voltar a ganhar fôlego, a Renault prepara o Megane E-Tech linha 2026 com uma atualização. E, fugindo do padrão, a marca não ficou só no retoque visual - a mudança mais importante, inclusive, nem aparece à primeira vista.

Indiscutivelmente um Megane

Sem adiantar o principal agora, vale começar pelo design, que recebeu intervenções discretas, concentradas sobretudo na parte dianteira.

No lugar das antigas entradas de ar laterais, aparece uma nova assinatura luminosa alinhada às propostas mais recentes da Renault, formada por 18 pontos de luz em formato de diamante.

Na traseira, as lanternas passaram por um leve redesenho. Mesmo parecendo iguais em um primeiro olhar, elas passam a usar elementos gráficos geométricos que, segundo a Renault, foram inspirados nos do novo Clio. Já na lateral, há uma alteração invisível para quem observa de fora: nesta atualização, o Megane E-Tech ficou 2 cm mais alto para acomodar a espessura do novo conjunto de baterias.

Mais tecnológico e com IA

Por dentro, a lógica foi parecida com a do exterior: poucas mudanças, com as novidades concentradas nas duas telas do painel. O quadro de instrumentos (12,3") ganhou novos grafismos, enquanto o sistema de infoentretenimento (12") ficou mais conectado.

O Google Assistant, antigo assistente de voz do Megane E-Tech, deu lugar ao Google Gemini, passando a incorporar inteligência artificial. De acordo com a Renault, as conversas ficaram mais naturais e o sistema consegue atender a mais de 300 tipos de solicitações.

Junto disso, o Google Maps também recebeu uma atualização importante e agora traz dados mais detalhados sobre pontos públicos de recarga. Entre as informações disponíveis, dá para ver a localização, a quantidade de vagas livres, o tempo de espera estimado e até o status de funcionamento dos carregadores.

E, como "não há duas sem três", é com o novo Megane E-Tech que a Renault lança o app “My RNLT”, criado para substituir o atual My Renault.

Segundo a marca, o novo aplicativo permite consultar e comandar remotamente vários itens do veículo, como a temperatura da cabine, o nível de carga da bateria e até a localização do carro.

Nova bateria LFP

A grande mudança, porém, está sob a carroceria. Nesta atualização, o Megane E-Tech troca a bateria NMC anterior de 60 kWh por uma nova LFP de 67 kWh, com arquitetura CTC (Cell-to-Pack). Ao todo, esse conjunto soma 232 células.

Na prática, isso representa cerca de 30 km a mais de autonomia entre recargas, chegando a 500 km no ciclo combinado (WLTP). Antes, o Megane E-Tech ficava em 468 km.

Ao mesmo tempo, a recarga foi revisada e ficou mais rápida. Agora, o Megane E-Tech aceita até 165 kW em corrente contínua (DC) - 35 kW a mais do que antes - e mantém até 11 kW em corrente alternada (AC), com opção de 22 kW.

Com isso, para ir de 15% a 80% de carga, passam a ser necessários 24 minutos, uma redução de aproximadamente 25% em relação ao modelo anterior, segundo a Renault.

Na sequência, o motor permanece exatamente o mesmo: 160 kW (218 cv) e 300 Nm de torque máximo. A velocidade máxima segue limitada a 160 km/h, e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 s.

Vai ficar mais caro?

Os preços para o mercado brasileiro ainda não foram divulgados. Ainda assim, considerando a bateria maior, os novos recursos e o pacote de melhorias aplicado nesta atualização, seria natural esperar um aumento em comparação com a versão anterior.

Mesmo assim, a Renault afirma que o impacto será pequeno. Segundo executivos da marca, a meta é manter o preço alinhado ao do modelo anterior, que começava em valores próximos de € 38 mil.

Um dos fatores que ajudam nisso é a adoção de uma bateria que, embora maior, usa química LFP - tecnologia com custo de produção inferior ao das baterias NMC empregadas anteriormente.

Com chegada ao mercado prevista para o fim do ano, o novo Renault Megane E-Tech poderá ser encomendado no fim do verão. Os valores oficiais só devem ser anunciados nesse período.

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